"O nível de alerta é extremamente alto" para esta epidemia, afirmou Margaret Chan durante uma reunião de informações para os Estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra. A organização está particularmente preocupada com uma potencial de disseminação internacional.
A OMS também teme uma associação provável da infecção com má formação congênita e síndromes neurológicas, mas também pela falta de imunidade entre a população nas regiões infectadas e a falta de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápidos.
Segundo Chan, a situação decorrente do El Nino (fenômeno climático particularmente poderoso desde 2015) deve aumentar o número de mosquitos este ano. Como a dengue e o chikungunya, zica, cujo nome vem de uma floresta de Uganda onde foi identificado pela primeira vez em 1947, é transmitido através da picada do mosquito Aedes aegypti
ou Aedes albopictus (mosquito tigre).
Na América Latina, o país mais afetado pelo zica é o Brasil. Apesar de a ligação causal direta entre o vírus e complicações, como microcefalia, ainda não ter sido estabelecida, a Colômbia, El Salvador, Equador, Brasil e Jamaica recomendam que as mulheres não engravidem neste momento.