Na cidade de Birmingham, a polícia deteve 87 jovens que saqueavam lojas. Uma delegacia local foi incendiada. Em Liverpool, a polícia enfrentou os manifestantes, que queimaram vários carros. "Não vamos tolerar qualquer violência nas ruas de Liverpool e já adotamos medidas rápidas e firmes para enfrentar isto", disse o oficial da polícia Andy Ward.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, que estava de férias na Itália, decidiu voltar ao país e realizará, nesta terça, uma reunião com os serviços de emergência, informou o gabinete do Premiê. A Scotland Yard anunciou a mobilização de mais 1.700 agentes para enfrentar os piores distúrbios na capital britânica em anos. A polícia precisou que 334 pessoas foram detidas desde o início dos ataques, no sábado. Deste total, 69 foram acusadas pelos incidentes ocorridos em Londres. Os confrontos do final de semana deixaram 35 policiais feridos.
Os primeiros ataques ocorreram em Tottenham, no Norte de Londres, durante uma manifestação que reivindicava justiça após a morte de Mark Duggan, de 29 anos. No domingo, a violência se alastrou para outros bairros da capital britânica. Duggan foi morto durante uma operação contra a criminalidade na comunidade negra da capital inglesa. Uma comissão de controle independente abriu um inquérito sobre as circunstâncias da morte, enquanto que algumas informações divulgadas pela imprensa dão a entender que as forças de ordem abriram fogo sem ter sido atacadas. Os resultados dos especialistas balísticos são aguardados para esta terça-feira.