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Onda de violência deixa 31 mortos no Paquistão

Crimes estariam vinculados ao assassinato do deputado Raza Haider

Trinta e uma pessoas morreram na noite de segunda-feira, em Karachi, a cidade mais povoada do Paquistão e situada no sul do país, nas violências provocadas pelo assassinato de um deputado da maioria provincial. "Os hospitais da cidade receberam os corpos de pelo menos 31 pessoas, vítimas dos disparos", declarou à AFP Hamid Parhiar, um médico da polícia provincial. "Estes corpos são de originários de várias zonas da cidade", acrescentou.

Oficiais da segurança que pediram para não ser identificados vincularam esta onda de violências à morte do deputado Raza Haider. Haider, do Movimento Mutahida Qaumi (MQM), aliado do Partido do Povo Paquistanês (PPP) dentro da coalizão que dirige a província de Sind, morreu horas antes por disparos de dois homens que circulavam de moto.

Segundo um porta-voz do governo provincial, este assassinato faz parte de uma conspiração para desestabilizar Karachi, conhecida como "locomotiva financeira" do país. O crime semeou pânico nesta cidade de 16 milhões de habitantes, os comércios fecharam as portas e as ruas se esvaziaram, enquanto eram ouvidos disparos em vários bairros. Veículos, lojas e postos de gasolina foram incendiados.

O MQM convocou manifestações e o governo provincial fechou as escolas em Karachi e Hyderabad (174 km a leste da capital financeira paquistanesa), onde também foram incendiados veículos depois do assassinato. As autoridades já proibiram os atos políticos na capital para tentar limitar os assassinatos políticos.

Estas violências acontecem num momento em que cresce a preocupação pelo risco de epidemias no noroeste do Paquistão, depois das piores inundações em 80 anos, que causaram mais de 1.200 mortos e 2,5 milhões de desabrigados.