A "onda ultra" já "não cresce, desmorona", afirmou nesta quarta-feira (4) o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, após o tsunami democrata que tirou dos republicanos de Donald Trump o controle do Congresso dos Estados Unidos. "Ontem, a sociedade americana votou contra políticas que só empobrecem. Contra o ódio. Contra o machismo. Contra o negacionismo climático e contra os privilégios das elites", escreveu o líder socialista no X.
"Aconteceu no Brasil. Acaba de acontecer nos EUA. E acontecerá em breve na Espanha. A onda ultra à qual pretendem subir a direita e a extrema direita na Espanha já não cresce: desmorona", acrescentou Sánchez.
Cenário político na Espanha
O socialista disputará eleições gerais antecipadas em 29 de novembro. As pesquisas apontam uma vitória da direita, ainda que sem maioria absoluta, o que a obrigaria a contar com o apoio da extrema direita para formar governo.
Depois que o Parlamento derrubou um pacote de medidas contra a crise de acesso à moradia na Espanha, Sánchez antecipou as eleições legislativas para 29 de novembro, na esperança de conseguir capitalizar a indignação da população.
A campanha foi abalada na semana passada pela catástrofe ferroviária de Urda, no centro do país, que deixou pelo menos 69 mortos, o segundo grave acidente com trens de alta velocidade em menos de um ano no país. Na noite de quarta-feira, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, um grande aliado de Sánchez, pediu demissão.
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