Mundo

"One Billion Rising" reúne mulheres em todo mundo para denunciar violência

Campanha incentiva manifestações espontâneas com danças, cartazes e coreografias

México
México Foto : YURI CORTEZ/AFP/CP
Mulheres de todo o mundo se reúnem, nesta quinta-feira, para apoiar a campanha One Billion Rising (um bilhão se erguem na tradução literal). Estudantes, educadoras, empresárias, professoras, mães, idosas e jovens em diversos pontos do planeta fizeram diferentes tipos de manifestações para denunciar a violência de gênero. A intenção é reunir de maneira informal 1 bilhão de pessoas apoiando o mesmo ideal.

Em Roma (Itália), centenas de pessoas dançaram em diversos lugares emblemáticos de Roma como forma de apoiar a campanha. Partindo da Piazza del Popolo (Praça do Povo), as mulheres passaram pelas escadas da Praça de Espanha e se reuniram em frente ao Coliseu. Por volta das 14h, cerca de 400 dançarinos e curiosos estavam na sombra do Arco de Constantino para ocupar a rua durante uma dança.

Pelo menos 111 mulheres foram assassinadas ou morreram em razão de graves ferimentos, em 2012 na Itália, depois de terem sido vítimas de violência cometida, na maioria dos casos, por algum conhecido ou parente. Pesquisas indicam que uma a cada três mulheres sofrerá abuso sexual do seu marido ou parceiro.

Na Inglaterra, a maior concentração ocorreu em Londres. Ativistas lançaram 109 balões em frente ao Parlamento, representando o assassinato de 109 mulheres por homens no ano passado no Reino Unido.

Há eventos programados em diversas partes do mundo. Centenas de ONGs e associações estimularam os adeptos a realizarem flash mobs (aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada) em locais públicos.

Centenas de mulheres também participaram de uma manifestação nesta quinta-feira em Washington, nos Estados Unidos. Os manifestantes exibiam cartazes com dizeres como "Protejam as mulheres" ou "Os braços são feitos para abraçar", e dançaram, pedindo o "fim desta violência".

Polônia, Bósnia, Índia, Alemanha, República Tcheca, Japão... As mais diferentes etnias, religiões e nacionalidades tiveram seus protestos contra a violência, marcados exatamente para o dia de São Valentim, também considerado Dia dos Namorados.


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