Três organizações não-governamentais pediram nesta quarta-feira que sejam adiadas as adoções de crianças haitianas após o terremoto que arrasou na semana passada aquele país. Save The Children, World Vision e a Cruz Vermelha Britânica defenderam um cessar das novas adoções até que sejam realizados todos os esforços para reunir as centenas de milhares de crianças separadas de suas famílias.
As ONGs defendem que se as adoções não forem suspensas existe o risco de algumas famílias se romperem para sempre. "Tirar as crianças do país as separará permanentemente de suas famílias e agravará o trauma agudo que já estão sofrendo", disse a diretora executiva da Save The Children, Jasmine Whitbread.
O diretor da World Vision, Justin Byworth acrescentou: "As crianças não devem sair do Haiti nesse momento a não ser com familiares sobreviventes ou em caso de adoções que já estavam em curso e com todos os documentos legais requeridos".
Alguns países ricos, como Espanha, Estados Unidos e França, decidiram depois do terremoto acelerar os processos de adoção de crianças haitianas já aprovados.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que dois milhões de crianças foram afetadas pelo terremoto, e apoiou a saída rápida dos menores cujos processos de adoção foram concluídos antes da tragédia, mas advertiu que "qualquer precipitação pode ser prejudicial".
ONGs pedem suspensão de processos de adoção no Haiti
UNICEF estima que dois milhões de crianças foram afetadas pelo terremoto