Valérie ficou dois dias no Haiti. A secretária verificou que a população enfrenta necessidades emergenciais, como falta de casas, alimentação, água e saneamento básico. Segundo ela, cerca de 4,5 milhões de haitianos passam por limitações de comida, enquanto 600 mil ainda moram em acampamentos improvisados.
A secretária das Nações Unidas lembrou ainda que a epidemia de cólera acentuou a situação crítica no Haiti, pois mais de 5 mil pessoas morreram no período de quase um ano – desde outubro de 2010. A população haitiana enfrenta ainda enchentes causadas pelo período de chuva no país.
O presidente do Haiti, Michel Martelly, reuniu-se com a secretária e autoridades haitianas. Na conversa, Valérie apelou para que o governo suspenda os despejos das famílias que estão abrigadas provisoriamente. Segundo ela, as mais ameaçadas são as mulheres e as crianças que correm riscos de violência sexual.
Nessa quinta-feira, o ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, defendeu a retirada gradual dos militares estrangeiros do Haiti, que pertencem às forças de paz. Segundo ele, a retirada faz parte dos planos das Nações Unidas para que o governo haitiano possa assumir o comando do seu sistema de segurança. Cerca de 1,6 mil homens estrangeiros devem deixar o país até março de 2012.