O mediador anterior, Kofi Annan, renunciou à missão na Síria em 2 de agosto, por estimar que as grandes potências do Conselho de Segurança não lhe deram o apoio suficiente. O cargo será entregue no próximo dia 31. O governo sírio já deu seu aval a Brahimi, revelou nesta terça-feira Ahmad Fawzi, porta-voz de Annan. "Brahimi quer um compromisso por parte do Conselho de Segurança", disse outro diplomata. "Ele considera isto crucial para ter alguma possibilidade de sucesso como enviado à Síria”, concluiu.
China e Rússia, aliados do regime sírio, já vetaram três resoluções do Conselho de Segurança visando pressionar o presidente Bashar al Assad a deter sua repressão. Annan se queixou repetidamente das divisões no Conselho de Segurança e Brahimi disse na sexta-feira passada que a organização e os vizinhos da Síria "devem se unir para garantir uma transição política o mais cedo possível".