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ONU autoriza envio de novos observadores à Síria

Grupo com 300 militares vai auxiliar na supervisão do cessar-fogo no país

Novos observadores da ONU serão enviados à Síria
Novos observadores da ONU serão enviados à Síria Foto : Louai Beshara / AFP / CP
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou neste sábado, por unanimidade, uma resolução autorizando o envio de 300 observadores à Síria, que vão auxiliar na supervisão de um cessar-fogo já seriamente comprometido no país. Os militares desarmados devem ser mobilizados "rapidamente" e "por um período inicial de três meses", segundo o texto elaborado por Rússia, França, China e Alemanha. No entanto, será preciso que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, determine se "a consolidação" do cessar-fogo permite essa intensa mobilização.

No momento, o cessar-fogo instaurado oficialmente no dia 12 de abril tem sido frequentemente violado na Síria. O envio dos 300 novos observadores é definido como uma "mobilização inicial", deixando aberta a possibilidade de aumentar, novamente, esse número.

No sábado passado, a ONU havia adotado uma primeira resolução autorizando o envio à Síria de uma equipe preliminar restrita a 30 observadores. A missão está encarregada de supervisionar o cessar-fogo na Síria e de ajudar na aplicação do plano de paz de seis pontos do mediador da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, que prevê também um diálogo político entre o poder e a oposição e a libertação de pessoas presas desde o início da repressão, em março de 2011.

A crise na Síria deixou mais de 9 mil mortos em 13 meses, segundo a ONU. A resolução pede que o governo sírio "garanta o bom funcionamento" da missão e, principalmente, "garanta, imediatamente, a liberdade de circulação e o acesso total e sem entraves necessários à execução de seu mandato".  O texto ressalta ainda "a necessidade de o governo sírio e a ONU de um acordo rápido sobre os meios de transporte aéreos adequados" (aviões ou helicópteros) para a missão. Damasco deverá também cumprir "de maneira visível e integralmente" as promessas que fez a Kofi Annan de retirar suas tropas e armas pesadas das cidades sírias.

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