No momento, o cessar-fogo instaurado oficialmente no dia 12 de abril tem sido frequentemente violado na Síria. O envio dos 300 novos observadores é definido como uma "mobilização inicial", deixando aberta a possibilidade de aumentar, novamente, esse número.
No sábado passado, a ONU havia adotado uma primeira resolução autorizando o envio à Síria de uma equipe preliminar restrita a 30 observadores. A missão está encarregada de supervisionar o cessar-fogo na Síria e de ajudar na aplicação do plano de paz de seis pontos do mediador da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, que prevê também um diálogo político entre o poder e a oposição e a libertação de pessoas presas desde o início da repressão, em março de 2011.
A crise na Síria deixou mais de 9 mil mortos em 13 meses, segundo a ONU. A resolução pede que o governo sírio "garanta o bom funcionamento" da missão e, principalmente, "garanta, imediatamente, a liberdade de circulação e o acesso total e sem entraves necessários à execução de seu mandato". O texto ressalta ainda "a necessidade de o governo sírio e a ONU de um acordo rápido sobre os meios de transporte aéreos adequados" (aviões ou helicópteros) para a missão. Damasco deverá também cumprir "de maneira visível e integralmente" as promessas que fez a Kofi Annan de retirar suas tropas e armas pesadas das cidades sírias.