Citando a Convenção de Viena, que garante a proteção das sedes diplomáticas, o Conselho afirmou que "as autoridades iranianas devem proteger o pessoal e a infraestrutura consular e diplomática, assim como o pleno respeito de suas obrigações internacionais neste sentido".
O Conselho, que já adotou sanções contra o Irã por seu programa nuclear em quatro ocasiões, não anunciou novas punições. Dos cinco membros permanentes, Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e Rússia condenaram o incidente individualmente. "A responsabilidade da proteção dos diplomatas e das embaixadas cabe ao governo anfitrião, e neste caso esperamos que o Irã cumpra suas responsabilidades", disse o porta-voz da ONU Eduardo del Buey.
Invasão da embaixada
Os protestos começaram nesta terça-feira, depois das sanções de Londres a Teerã por seu programa nuclear. Milhares de estudantes radicais iranianos se reuniram em frente à embaixada britânica na cidade para exigir a imediata expulsão de embaixador em Londres e o fechamento da embaixada.
Eles quebraram as janelas com pedras e queimaram bandeiras britânicas e israelenses. Horas mais tarde, pelo menos 100 iranianos invadiram um segundo complexo diplomático britânico, onde residem diplomatas britânicos.
A polícia iraniana deu um ultimato aos manifestantes para que deixassem a área. O vice-chefe de polícia do Irã, brigadeiro-general Ahmad Reza Radan, alertou que haveria um "duro confronto" se estudantes não deixarem a área, segundo informações da agência Fars. A polícia tentou dispersá-los com gás lacrimogêneo. Alguns dos estudantes ficaram feridos durante o confronto – um deles, conforme a agência, com gravidade.