Os profissionais de saúde que chegam de regiões afetadas pelo ebola são submetidos a restrições excessivas quando retornam dos países afetados, considerou nesta segunda-feira o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. "Há certas restrições e formas de discriminação contra o pessoal de saúde que não são necessárias", declarou Ban em uma conferência em Viena, na qual foram homenageadas "as pessoas que arriscam suas vidas" para combater o vírus.
O secretário das Nações Unidas aludiu especificamente a "quarentenas que não se fundamentam em provas científicas", referindo-se supostamente ao isolamento obrigatório decretado nos Estados Unidos aos que retornam de países afetados pela epidemia, apesar de não apresentar sintomas. A quarentena imposta a uma enfermeira que voltou de Serra Leoa apesar de não apresentar sintomas gerou polêmica.
Especialistas afirmam que este tipo de medida é contraproducente no combate a uma epidemia, cujos afetados sofrem mais com a insuficiência de pessoal do que com a falta de recursos materiais. Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), até agora foram registrados 13.567 casos de Ebola, dos quais 4.951 foram fatais.
ONU considera excessivas medidas contra pessoal de saúde vindo de zonas com ebola
Ban Ki-moon disse que algumas normas são formas de discriminação