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ONU convoca reunião para apurar uso de armas químicas na Síria

Oposição estima 1,3 mil mortos após ataque perto de Damasco

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) vai se reunir, a portas fechadas, nesta quarta-feira às 16h (horário de Brasília) para realizar consultorias sobre a utilização de armas químicas na Síria. O encontro foi convocado a pedido de cinco dos 15 membros do Conselho de Segurança, França, Reino Unido, Estados Unidos, Luxemburgo e Coreia do Sul.

O governo dos Estados Unidos manifestou a sua preocupação com as informações sobre um ataque letal com armas químicas na Síria e exigiu que os especialistas da ONU tenham "acesso imediato" a testemunhas, vítimas e locais onde, supostamente, essas armas foram usadas. "Pedimos formalmente às Nações Unidas que investigue de forma urgente", declarou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, em um comunicado oficial, depois de a oposição síria denunciou a morte de 1,3 mil pessoas perto de Damasco.

Earnest reforçou a importância de ter acesso a informações sobre o caso. "Estamos trabalhando com urgência para recolher informações adicionais", indicou Earnest. "Para que os esforços da ONU tenham credibilidade, eles precisam ter acesso imediato a testemunhas e indivíduos afetados, e ter a permissão para examinar e coletar evidências físicas sem interferência alguma ou manipulação do governo da Síria", acrescentou. "Se o governo da Síria não tem nada a esconder e está verdadeiramente comprometido com uma investigação imparcial e crível sobre o uso de armas químicas na Síria, vai facilitar o acesso imediato e irrestrito da equipe da ONU a esse local", considerou o governo americano.

O principal grupo da oposição síria acusou o governo de "massacrar" mais de 1,3 mil pessoas com ataques de armas químicas perto de Damasco nesta quarta-feira, indicando que muitas das vítimas morreram asfixiadas. A equipe das Nações Unidas está na Síria para verificar alegações anteriores da utilização de armas químicas por ambos os lados durante o conflito que já dura mais de dois anos.

Em vídeos postados no YouTube, é possível ver crianças recebendo os primeiros socorros em um hospital, especialmente oxigênio para ajudá-los a respirar. Médicos aparecem tentando ressuscitar crianças inconscientes que não mostram ferimentos visíveis. A autenticidade dos vídeos não pôde ser comprovada até o momento.

O suposto ataque acontece poucos dias após uma equipe de inspetores de armas químicas da ONU iniciar seus trabalhos na Síria para investigar o uso de tais armas no conflito que já causou mais de 100 mil mortos desde março de 2011. O regime sírio e o exército negaram categoricamente o uso de armas químicas, evocando alegações "infundadas".

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