De acordo com o OSDH, os bombardeios nos bairros de Jurat al-Shaya e Al-Qarabis não provocaram vítimas. Durante os meses anteriores à trégua estipulada pela ONU, Homs foi violentamente bombardeada, principalmente o bairro de Baba Amr, um reduto dos insurgentes que foi recuperado pelo exército em 1º março, após um mês de ataques incessantes. Apesar do cessar-fogo, nos últimos dois dias morreram 18 pessoas, em sua maioria civis, mas o número é inferior à média diária dos últimos meses, que era de dezenas de mortos a cada dia.
Na sexta-feira, milhares de sírios protestaram em todo o país para testar o compromisso do regime de Bashar al-Assad de respeitar o plano de paz do emissário internacional, Kofi Annan.
Os 15 países membros do Conselho de Segurança da ONU votarão neste sábado em Nova Iorque um projeto de resolução para autorizar o envio de observadores responsáveis por supervisionar o cessar-fogo. De acordo com a diplomacia russa, os membros estão praticamente de acordo sobre o projeto de resolução. "O Conselho de Segurança da ONU praticamente chegou a um acordo sobre um projeto de resolução para o envio à Síria de uma missão de observação da ONU", afirma um comunicado do ministério russo das Relações Exteriores.
O plano de paz do emissário internacional Kofi Annan para a Síria prevê, além do fim da violência, o direito de manifestação pacífica e um diálogo entre a oposição e o governo.