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O Brasil, que ocupa um assento não permanente no Conselho de Segurança da ONU, não reconheceu o Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político das forças anti-Kadhafi que controlam a maior parte do território líbio. Mas o embaixador brasileiro no Egito, Cesario Melantonio, participou na Conferência de Amigos da Líbia, que foi realizada na quinta-feira em Paris para organizar a era pós-Kadhafi.
"Nossa participação na Conferência de Paris implica que consideramos o CNT como um interlocutor neste processo", destacou Patriota. Segundo o chefe da diplomacia brasileira, "a principal mensagem (da Conferência de Paris) nesta etapa da comunidade internacional deve insistir em um cessar-fogo imediato (...), em um calendário da transição na Líbia e na celebração de eleições". "E a ONU deve vigiar a situação, tanto antes como depois do cessar das hostilidades", enfatizou. Mladenov concordou que "as novas instituições líbia devem se instalar com mandato da ONU".