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ONU discute futuro da missão na Síria

Missão foi suspensa no último sábado devido a violências no país

A Organização das Nações Unidas (ONU) deve decidir ainda nesta terça-feira o futuro de sua missão de observação na Síria, suspensa devido ao aumento da violência no país. O plano de paz do emissário internacional Kofi Annan, que estabelece um cessar-fogo, que não foi respeitado, também deve ser debatido pelo Conselho de Segurança da ONU.

O general Robert Mood, chefe da missão da ONU (Misnus), deve apresentar um relatório ao Conselho de Segurança às 20h GMT (17h horário de Brasília) sobre a sua decisão tomada no sábado de suspender as atividades da missão em função da "intensificação da violência", que deixou mais de 3,3 mil mortos desde a sua mobilização, em meados de abril.

O mandato de 90 dias da Misnus se estende até 20 de julho, mas muitos países ocidentais têm indicado que ele pode ser interrompido antes da hora, se a violência se intensificar. Os ocidentais consideram o presidente Bashar al-Assad, de quem exigem saída imediata, o único responsável por esta deterioração, enquanto a China e a Rússia, aliadas do regime sírio, acusam os rebeldes.

Nesta terça-feira, 14 pessoas morreram após um dia sangrento, durante o qual 94 pessoas, incluindo 63 civis, foram mortas em bombardeios e em combates entre os soldados e insurgentes, de acordo com Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Washington e Moscou unidos pelo fim da violência

O Conselho de Segurança, onde duas resoluções contra o regime sírio já foram bloqueadas pela China e pela Rússia, reuniu-se após um apelo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e de seu homólogo russo, Vladimir Putin, pelo "fim imediato da violência, a fim de parar o derramamento de sangue". À margem da cúpula do G20, no México, os dois chefes de Estado afirmaram que estavam "unidos em torno da ideia de que o povo sírio deve escolher o seu futuro de forma independente e democrática".

Putin chegou a dizer que havia "vários pontos de acordo" com Obama sobre a maneira de resolver o conflito na Síria, onde a revolta popular é reprimida violentamente desde março de 2011, custando milhares de vidas. Em 15 meses de revolta, estima-se que mais de 14.400 pessoas foram mortas, a maioria civis, segundo o OSDH.

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