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ONU diz ao Catar para fazer as pazes com vizinhos do Golfo

Embaixador da China afirmou que Conselho de Segurança não irá se envolver no assunto

ONU diz ao Catar para fazer as pazes com vizinhos do Golfo
ONU diz ao Catar para fazer as pazes com vizinhos do Golfo Foto : Lucas Jackson / AFP / CP
O Conselho de Segurança da ONU pediu que o Catar resolva as suas divergências com seus vizinhos do Golfo, declarou o embaixador da China nesta segunda-feira, assinalando que o Conselho não irá se envolver na disputa. O ministro das Relações Exteriores catariano, o xeque Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, se encontrou com os membros do Conselho de Segurança na sexta-feira para discutir a ruptura das relações diplomáticas com Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito.

O embaixador chinês, Liu Jieyi, que assume a presidência do Conselho neste mês, declarou que "o melhor jeito seria que os países envolvidos trabalhassem em uma solução por meio do diálogo e de consultas entre eles, porque não há outra alternativa para isto". "Independentemente do que os países façam para se acertarem e retomarem as boas relações de vizinhos, certamente isso será bem recebido pela China", disse Liu.

A Al-Jazeera relatou que o ministro das Relações Exteriores pediu com urgência aos membros do Conselho que as nações lideradas pela Arábia Saudita retirem as restrições de uso do espaço aéreo e de outras ligações de transporte com o Catar.

A Arábia Saudita e seus aliados anunciaram em 5 de junho que estavam cortando os laços com o Catar e, posteriormente, apresentaram uma lista de 13 demandas. Eles acusam o Catar de apoiar o extremismo e de ser muito próximo ao inimigo regional da Arábia Saudita, o Irã, o que Doha negou fortemente.

As reinvindicações incluem que Doha pare de dar o seu apoio à Irmandade Muçulmana, feche o escritório da Al-Jazeera, reduza as relações diplomáticas com o Irã e acabe com uma base militar turca no emirado. O xeque Mohammed disse anteriormente que a lista de demandas foi "feita para ser rejeitada" e nesta segunda-feira os advogados britânicos do Catar denunciaram que os pedidos "são uma afronta à lei internacional".