A ONU entendeu que o mais alto órgão da entidade falhou ao não tomar ações contra o regime do presidente Bashar al-Assad. O texto também condenou o uso das autoridades sírias de armas pesadas, incluindo bombardeio indiscriminado de tanques e helicópteros e pediu que o governo de Bashar al Assad se abstenha de utilizar armas químicas.
As manifestações populares iniciadas há quase um ano e meio tomaram as ruas do país e após evoluírem para graves confrontos com as forças do governo, se espalharam pelas mais importantes cidades e ganharam a forma de uma guerra civil. A comunidade internacional acompanhou a escalada da violência e o crescente número de vítimas nos últimos 14 meses. Segundo a ONU, que chegou a enviar missão de monitores ao país, mais de 16 mil pessoas já morreram na Síria.
Todas as tentativas de aprovar resoluções mais concretas contra o regime sírio foram barradas no Conselho de Segurança por China e Rússia, que detêm poder de veto no órgão. Antes da votação nesta sexta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu às grandes potências que superem suas rivalidades e encontrem um terreno de entendimento para pôr fim ao conflito, que, segundo ele, virou "uma guerra de poderes". "Os interesses imediatos do povo sírio devem prevalecer sobre as rivalidades ou as lutas de influência", declarou Ban Ki-moon.