Mundo

ONU e França atacam partidários de Gbagbo na Costa do Marfim

Conselheiro do presidente derrotado qualificou ataques como tentativas de assassinato

As tropas da ONU na Costa do Marfim, apoiadas pelas forças francesas, empreenderam nessa segunda-feira em Abidjan ataques aéreos contra os partidários do presidente derrotado nas eleições, Laurent Gbagbo, anunciaram a ONUCI e a presidência francesa. Helicópteros da Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (ONUCI) dispararam contra o palácio presidencial e a residência do presidente Gbagbo, assim como contra dois campos militares, anunciou a força da ONU.

Segundo um partidário do presidente eleito da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, "nas próximas horas" ocorrerá o "assalto final" ao palácio presidencial e à residência de Gbagbo. "Tudo indica que a operação deva terminar em breve", disse à AFP Sidiki Konaté, porta-voz de Guillaume Soro, primeiro-ministro de Ouattara. Um conselheiro de Gbagbo em Paris qualificou esses ataques aéreos de "atos ilegais" e de "tentativa de assassinato".

Um jornalista da AFP comprovou que helicópteros da força francesa Licorne dispararam contra o campo militar de Agban, nas mãos do exército marfinense leal a Gbagbo.

Pouco antes, a presidência francesa tinha anunciado em Paris que a ONUCI empreendeu ações armadas para neutralizar as armas pesadas utilizadas pelos partidários de Gbagbo contra a população civil e que as forças francesas tinham sido autorizadas a apoiá-la.

"O secretário-geral das Nações Unidas (Ban Ki-moon) pediu o apoio das forças francesas a estas operações. O presidente da República (Nicolás Sarkozy) respondeu positivamente a esta demanda e autorizou as forças francesas" da operação Licorne "a participar nas operações realizadas pela ONUCI para a proteção de civis", afirmou o Eliseu em um comunicado.

No campo diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nessa segunda-feira que Gbagbo deve respeitar a vontade do povo e abandonar a presidência.

"O presidente Obama reafirma que é preciso que o ex-presidente Gbagbo respeite a vontade do povo e deixe de reivindicar a presidência", revelou a Casa Branca.

Bookmark and Share