Segundo um partidário do presidente eleito da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, "nas próximas horas" ocorrerá o "assalto final" ao palácio presidencial e à residência de Gbagbo. "Tudo indica que a operação deva terminar em breve", disse à AFP Sidiki Konaté, porta-voz de Guillaume Soro, primeiro-ministro de Ouattara. Um conselheiro de Gbagbo em Paris qualificou esses ataques aéreos de "atos ilegais" e de "tentativa de assassinato".
Um jornalista da AFP comprovou que helicópteros da força francesa Licorne dispararam contra o campo militar de Agban, nas mãos do exército marfinense leal a Gbagbo.
Pouco antes, a presidência francesa tinha anunciado em Paris que a ONUCI empreendeu ações armadas para neutralizar as armas pesadas utilizadas pelos partidários de Gbagbo contra a população civil e que as forças francesas tinham sido autorizadas a apoiá-la.
"O secretário-geral das Nações Unidas (Ban Ki-moon) pediu o apoio das forças francesas a estas operações. O presidente da República (Nicolás Sarkozy) respondeu positivamente a esta demanda e autorizou as forças francesas" da operação Licorne "a participar nas operações realizadas pela ONUCI para a proteção de civis", afirmou o Eliseu em um comunicado.
No campo diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nessa segunda-feira que Gbagbo deve respeitar a vontade do povo e abandonar a presidência.
"O presidente Obama reafirma que é preciso que o ex-presidente Gbagbo respeite a vontade do povo e deixe de reivindicar a presidência", revelou a Casa Branca.