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ONU eleva para 214 número de empresas ligadas a assentamentos israelenses

Assentamentos de Israel em território palestino são considerados ilegais pelo direito internacional

"Este relatório lembra mais uma vez às empresas que elas têm responsabilidades em matéria de direitos humanos", declarou Volker Türk
"Este relatório lembra mais uma vez às empresas que elas têm responsabilidades em matéria de direitos humanos", declarou Volker Türk Foto : FABRICE COFFRINI / AFP

A ONU publicou, nesta sexta-feira, 25, uma atualização de sua lista de empresas vinculadas aos assentamentos de Israel em território palestino, considerados ilegais pelo direito internacional. A lista agora inclui 214 companhias, a maioria israelenses. Airbnb, Booking, Expedia, Motorola e TripAdvisor continuam na base de dados elaborada pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

A lista não é exaustiva e passa por atualizações periódicas, com a inclusão e a retirada de empresas. Israel contesta a base de dados. Cinco empresas foram retiradas em relação ao ano passado: uma israelense, duas espanholas, uma canadense e uma portuguesa. "Este relatório lembra mais uma vez às empresas que elas têm responsabilidades em matéria de direitos humanos", declarou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, citado em um comunicado.

O relatório também lembra às empresas "que elas têm a obrigação de agir com a devida diligência para garantir que não estejam envolvidas em violações ou abusos dos direitos humanos", acrescentou. A maioria das empresas incluídas na lista tem sede em Israel. As demais têm sede nos Estados Unidos, em vários países europeus, no México e na África do Sul, com uma empresa em cada um destes dois últimos países, além de duas na China.

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O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos publicou a lista pela primeira vez em 2020. A iniciativa surgiu de uma resolução do Conselho de Direitos Humanos, aprovada em março de 2016, que solicitava a criação de "uma base de dados de todas as empresas envolvidas nas atividades" relacionadas, entre outras coisas, à construção e ao desenvolvimento dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.

Em um comunicado enviado à AFP, a representação de Israel junto à ONU em Genebra denunciou a base de dados e afirmou que esse "mecanismo (...) foi estabelecido com o único propósito de perseguir o Estado judeu e não tem equivalente no mundo".