Na opinião de diplomatas lotados na ONU, as diferenças de opinião entre as principais potências farão com que ações negociadas levem dias até que sejam articuladas. O Reino Unido e a França trabalham em um rascunho de resolução sobre a criação de uma zona de exclusão aérea. A iniciativa conta com o apoio da Liga Árabe. Rússia e China lideram a oposição à proposta, enquanto Estados Unidos, Alemanha e outros integrantes do CS da ONU têm dúvidas sobre a medida.
Vitaly Churkin, enviado da Rússia à ONU, observou que questões cruciais sobre o funcionamento da zona de exclusão aérea não foram respondidas pelos defensores da proposta. "Se há uma zona de exclusão aérea, quem irá implementá-la? E como isso será feito?", questionou o diplomata russo. "Não dispomos de informações suficientes".
A Alemanha também tem dúvidas sobre a criação de uma zona de exclusão aérea. "Questões foram levantadas e algumas delas não foram respondidas", disse Peter Wittig, representante alemão no CS da ONU. Ele defende a imposição de sanções políticas e econômicas mais rigorosas para intensificar a pressão sobre Kadhafi.
Ainda assim, o embaixador francês Gerard Araud disse acreditar na possibilidade de aprovação ainda esta semana de alguma medida. "Não existe uma recusa total. Há perguntas. Mas acho que estamos avançando", declarou.