Mundo

ONU pede aos EUA fim do embargo contra Cuba

Sanções econômicas americanas ao país caribenho começaram em 1962

ONU pede aos EUA fim do embargo contra Cuba
ONU pede aos EUA fim do embargo contra Cuba Foto : AFP
A Assembleia Geral da ONU pediu nesta quarta aos Estados Unidos o fim ao embargo comercial e financeiro aplicado contra Cuba há 47 anos. A resolução sobre a "necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba" recebeu 187 votos a favor, três contra (Estados Unidos, Israel e Palau) e duas abstenções (Micronésia e Ilhas Marshall).

É a 18ª vez que a ONU vota um texto neste sentido. Dos 59 países que respaldaram a resolução em 1992, foram 179 em 2004, 184 em 2007 e 185 no ano passado. Foi a primeira vez que a ONU se pronunciou sobre o embargo desde a chegada do presidente Barack Obama à Casa Branca, em janeiro.

"O presidente Obama tem a oportunidade de liderar a mudança de política em Cuba e a eliminação do bloqueio", declarou na Assembleia o chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla.

O ministro apresentou uma longa lista dos prejuízos do bloqueio americano, desde o setor de medicamentos até o de cultura, passando pela tecnologia. "O bloqueio é um ato soberbo e inculto", disse Rodríguez Parrilla.
"Recentemente, o governo americano impediu que a Orquestra Filarmônica de Nova York se apresentasse em Cuba. Os artistas cubanos não podem ser remunerados por suas apresentações para o público americano. Como a criação artística pode ser considerada um crime?", indagou.

A representante dos EUA na ONU, Susan Rice, destacou as medidas adotadas por Obama desde sua chegada ao poder, incluindo a flexibilização de restrições a viagens à ilha de cubanos residentes nos Estados Unidos, assim como ao envio de remessas. Rice criticou que a resolução da ONU não reflita estas "mudanças importantes", e acusou Cuba de manter "uma retórica digna da Guerra Fria".

As sanções econômicas americanas a Cuba começaram em 1962, quando o presidente era o democrata John Fitzerald Kennedy.