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ONU pede debate nacional na Índia após morte de jovem estuprada

Alta comissária de Direitos Humanos enfatizou que pena capital não é resposta para a situação

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu nesta segunda-feira à Índia um debate urgente após a morte da estudante vítima de um estupro coletivo em Nova Délhi. Ela enfatizou que "a pena de morte não é uma solução". Em comunicado, Navi Pillay expressou profunda tristeza por este crime terrível, mas afirmou que o pedido de execução pela família da estudante de 23 anos, não é a solução.

Pillay espera que este caso terrível marque uma mudança na Índia, afirmando que a agressão da jovem estudante de Fisioterapia foi a última de uma série. "Em outubro, uma jovem de 16 anos Dalit (normalmente chamados de "intocáveis"), suicidou-se depois de ter sido estuprada em Haryana, estado que registra um nível alarmante de violência sexual", comentou. "Trata-se de um problema nacional que afeta mulheres de todas as classes e castas e que exige soluções nacionais", acrescentou a comissária.

Ela também se disse extremamente preocupada com o número de estupros de crianças na Índia. "É tempo de a Índia reforçar seu regime jurídico contra os estupros", frisou Navi Pillay, propondo ajuda ao governo.

No dia 16 de dezembro, a jovem e seu namorado voltavam do cinema em um ônibus, onde seis homens, incluindo o motorista, a estupraram e agrediram sexualmente com uma barra de ferro para depois jogá-la para fora do veículo.
Seu namorado, um engenheiro de computação de 28 anos, também sofreu graves ferimentos depois de ter sido atacado e jogado na estrada. Depois de tratada em um hospital de Nova Délhi, a jovem indiana foi transferida ao hospital Mount Elizabeth de Cingapura na quarta-feira à noite, onde os médicos não conseguiram impedir sua morte, registrada no início do sábado.

O corpo da vítima, de família pobre, foi cremado no domingo em Nova Délhi, segundo o ritual hindu. Seus agressores enfrentam a pena de morte, que na Índia é executada com a forca, embora este país não costume aplicar este tipo de sentença.


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