• Leia mais sobre Kadhafi e Líbia
"Deveria acontecer uma investigação diante do que vimos ontem", insistiu, antes de acrescentar que os "dois vídeos que mostram Kadhafi são muito inquietantes". Mas Colville não indiciou quem deveria assumir a investigação. Ele apenas recordou que o Conselho de Direitos Humanos da ONU determinou este ano a criação de uma comissão de especialista para analisar casos de violência na Líbia.
"A morte de Kadhafi coloca um ponto final a oito meses de extrema violência e de sofrimentos para o povo líbio". "Uma era começa na Líbia, que deve responder às aspirações do povo, em particular em termos de direitos humanos", completou.
O ex-ditador líbio, que estava foragido desde a queda de Trípoli em agosto, foi capturado com vida nessa quinta-feira perto de sua cidade natal, Sirte (360 km ao leste de Trípoli), e morto a tiros em circunstâncias ainda não esclarecidas.
Ele foi o primeiro dirigente árabe a morrer desde o início da "primavera árabe", uma sequência de revoltas populares contra os regimes autoritários na Tunísia, Egito, Líbia, Síria, Iêmen e Bahrein.
Líbios aguardam proclamação de libertação
A Líbia aguarda a proclamação da libertação total do país, o que pode acontecer nesta sexta-feira ou no sábado, depois de uma noite de celebrações pela morte do ex-ditador Muammar Kadhafi.
A versão oficial, anunciada pelo primeiro-ministro Mahmud Jibril, é que Kadhafi morreu com um tiro na cabeça durante um tiroteio entre forças do Conselho Nacional de Transição (CNT) e combatentes leais ao antigo regime.
O anúncio da morte provocou festa em todo o país. Milhares de pessoas saíram às ruas espontaneamente para celebrar a notícia, em alguns casos de maneira histérica.
Em Trípoli, Misrata, Benghazi, Sabratha e outras cidades, os tiros para o alto prosseguiram durante a madrugada.
Os tiros deixaram pelo menos 63 feridos e podem ter provocado mortes, segundo o canal de TV Al-Ahrar. O Conselho Militar de Trípoli pediu em um comunicado a todos os cidadãos o fim dos tiros, independente das armas ou circunstâncias.
A comunidade internacional saudou a morte de Muammar Kadhafi, pediu a reconciliação no país e espera o fim da intervenção da Otan. O CNT anunciou que a proclamação da libertação total da Líbia acontecerá nesta sexta-feira ou no sábado, encerrando assim um conflito de oito meses que matou pelo menos 30 mil pessoas.