A ONU pediu também a investigação sobre as circunstâncias da destituição de Lugo. "(É preciso) assegurar a investigação imediata, independente e imparcial da morte de 17 pessoas por ocasião da operação de Curuguaty no dia 15 de junho de 2012, assim como todos os incidentes vinculados que foram denunciados pelas vítimas", diz uma resolução publicada em Genebra.
Uma semana após o massacre, Lugo foi destituído pelo Congresso, acusado de "mau desempenho de suas funções". O impeachment recebeu a condenação geral dos governos da região e os presidentes de Argentina, Brasil e Uruguai a classificaram de "golpe parlamentar".
O Comitê de Direitos Humanos também manifestou preocupação "pelas alegações de importantes irregularidades do Ministério Público, judiciário e forças de segurança no caso, assim como pela falta de imparcialidade e independência nos processos de investigação". "O Comitê se preocupa com as modalidades do processo de destituição de Lugo em junho de 2012, em aplicação do artigo 225 da Constituição. A ONU questiona, em particular, os prazos que teve para preparar e apresentar sua defesa". Por fim, o Comitê também convocou o Paraguai a garantir que "o processo de destituição sempre ocorra em plena conformidade com os princípios básicos".