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ONU quer impor sanções contra Líbia com urgência

Regime de Muamar Kadafi perdeu o controle de partes de Trípoli, segundo imprensa europeia

ONU quer impor sanções contra Líbia com urgência. Na cidade rebelde de Benghazi, manifestantes pedem o fim da ditadura
ONU quer impor sanções contra Líbia com urgência. Na cidade rebelde de Benghazi, manifestantes pedem o fim da ditadura Foto : Marco Longari / AFP / CP
O Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) começou neste sábado, em sua sede em Nova York, urgentes deliberações considerando a imposição de sanções para punir a Líbia pelos ataques violentos aos manifestantes contra o governo de Muamar Kadafi. As sanções consideradas na reunião incluem um embargo de armas, e uma proibição de viagens e também o congelamento dos ativos de Kadafi, seus parentes e membros chave de seu governo.

O regime de Muamar Kadafi perdeu o controle de partes de Trípoli, de acordo com o notícias do website do jornal Financial Times. As forças de segurança abandonaram o distrito de Tajoura, formado por habitantes de camadas populares, à medida que os bairros mais pobres de Trípoli desafiam abertamente as forças de Kadafi.

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O secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, está pedindo aos membros do conselho para tomar medidas concretas para proteger os civis na Líbia onde algumas estimativas indicam mais de 1 mil mortos em menos de duas semanas.

O CS também está considerando se a ação do governo líbio contra os manifestantes será enquadrada na Corte de Crimes Internacionais para investigar e acusar o regime de Kadafi por crimes cometidos contra a humanidade. As informações são da Associated Press. 

Brasileiros na Grécia

Neste sábado, os 148 brasileiros que estavam na Líbia deixaram o país de navio por volta das 10h da manhã (5h em Brasília). O comandante da embarcação disse que a previsão de chegada ao porto grego de Pireu é na manhã deste domingo, às 7h (2h em Brasília)

O navio deveria ter zarpado de Benghazi, na Líbia, na tarde desta sexta-feira, mas o mau tempo adiou a viagem. A Embaixada acredita que o tempo melhorou, mas ainda não está ideal, pois em condições normais o navio chegaria às 3h da manhã de domingo (22h de sábado no Brasil), pois são 17 horas de viagem.

Além dos brasileiros, funcionários da construtora Queiroz Galvão, a embarcação leva a bordo trabalhadores da empresa de outras nacionalidades (48 portugueses, 13 espanhóis e um tunisiano).

Na Grécia, os brasileiros serão atendidos pelos funcionários da Embaixada brasileira e embarcam, em vôo fretado, para o Brasil. O governo líbio reteve todos os passaportes de estrangeiros que vivem no país, por isso os funcionários da empreiteira viajariam sem passaporte.




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