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ONU requisita US$ 1 bilhão para combater Ebola

Entidade afirma que gastos se multiplicaram com alastramento da doença na África

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta terça-feira que necessita de US$ 1 bilhão para combater a epidemia de Ebola, que atinge o Oeste da África. A estimativa da entidade é de que o vírus está ativo em áreas habitadas por mais de 22 milhões de pessoas, e pela rápida prorrogação, a projeção de gastos cresceu dez vezes no último mês. Anteriormente, a ONU havia pedido U$ 100 milhões para conter o avanço da doença. O pedido de recursos aconteceu no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou um plano de combate e pediu mais recursos ao Congresso norte-americano.

"O grande número de casos, em lugares de forte densidade populacional e, simultaneamente, em aldeias remotas e de difícil acesso, fazem com que este surto [da doença] seja particularmente difícil de conter", declarou o diretor-geral adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), Bruce Aylward.

Segundo o último balanço da OMS, 4.985 pessoas foram infectadas e 2.461 morreram desde que começou o último surto de ebola, em dezembro do ano passado. Aylward defendeu que é preciso lançar programas de prevenção em todas as comunidades potencialmente afetadas.

Obama pediu ação rápida global para conter a epidemia. "É uma ameaça potencial para a segurança mundial", disse durante visita à sede do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, em Atlanta, onde lançou um plano para conter a epidemia.

Ele disse que o "mundo pode fazer mais", e acrescentou que os Estados Unidos estão prontos para assumir um papel de liderança diante da epidemia. Segundo ele, o governo norte-americano vai criar uma ponte aérea para enviar equipes médicas e material, o mais rápido possível, para o Oeste africano, bem como instalar base intermediária no Senegal “para ajudar na distribuição da ajuda o mais rapidamente”. A maior parte dos esforços serão concentrados na Libéria, um dos três países mais atingidos pelo vírus, juntamente com Serra Leoa e Guiné-Conacri.

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