"Nas últimas horas recebemos documentos do governo da Síria que estão sendo traduzidos", disse o porta-voz das Nações Unidas, Farhan Haq. Ele confirmou que se trata de documentos de adesão à convenção.
Os Estados Unidos e seus aliados acusam Damasco de ter realizado o ataque de 21 de agosto com gás sarin, no qual centenas de pessoas morreram. Em uma tentativa de deter um ataque militar liderado por Washington, a Rússia propôs um plano para colocar o arsenal de armas químicas sírias sob controle internacional. A Síria anunciou que iria aderir à convenção internacional como parte do plano.
No entanto, o governo do presidente Bashar al-Assad não vai se incorporar imediatamente à convenção de 1993, que proíbe a produção e o armazenamento destas armas, disse Farhan Haq.
Segundo especialistas da ONU, a adesão ocorre no momento em que um país aceita os termos do tratado e, normalmente, tem o mesmo efeito que uma ratificação do mesmo. Haq disse que esta será "a primeira etapa" para o país árabe se tornar membro pleno da convenção e que serão necessários "alguns dias" para que a Síria se integre formalmente.