"Esta é uma situação séria e, baseando-nos em experiências anteriores em outras partes do mundo, devemos nos preparar para uma expansão considerável" da doença, disse Nigel Fisher, coordenador humanitário da ONU no Haiti.
As autoridades de saúde haitianas, no entanto, trabalhavam hoje para conter a expansão da epidemia que assola o país, esperançosas com as estatísticas que mostram uma redução no crescimento do número de doentes e mortes.
O balanço de 259 mortos e 3.115 pessoas infectadas, divulgado pelo diretor geral do Ministério da Saúde, Gabriel Thimoté, representa um aumento de apenas 33 vítimas mortais da epidemia em um período de 24 horas.
A doença "está limitada a um perímetro bem definido" na região de Artibonite (norte) e em partes do centro, informou no domingo a ministra das Relações Exteriores Marie-Michele Rey. Na Suíça, onde participa de uma cúpula de países francófonos, Rey disse que, neste momento, "aqueles que estão lá parecem estar em condições de conter a situação".
Há temores, no entanto, de que uma crise sanitária sem precedentes se instale se a epidemia se infiltrar nos precários campos de desabrigados de Porto Príncipe, onde centenas de milhares de pessoas vivem desde o terremoto que destruiu o país em janeiro.