“A visão do secretariado das Nações Unidas, da qual nós compartilhamos totalmente, é reduzir progressivamente os efetivos da Minustah, a Missão de Estabilização da ONU no Haiti”, ressaltou Fernández durante uma reunião do Conselho de Segurança.
A ONU pretende passar seus efetivos da polícia para 1.150, frente aos 1.600 atuais, indicou Fernandez, o que deixaria no total 9.450 soldados e policiais no Haiti. A Minustah tem um componente civil e um militar. “O povo haitiano mostrou uma grande força e uma determinação admirável frente a tantos desafios e catástrofes”, afirmou o chefe da missão.
“A redução em número das forças de polícia deve ser compensada por uma importância crescente dada à qualidade e à especialização dos membros da polícia”, continuou o militar, sem revelar quando esta redução terá início.
Ele citou a importância da criação de uma academia de polícia “que exigirá uma cooperação internacional, de forma que ela possa se tornar uma instituição de excelência e um instrumento importante para o exercício da lei”.
Fernández também salientou que a situação humanitária no Haiti “continua sendo um fator de preocupação”, no momento em que cerca de 640 mil pessoas ainda vivem em campos, após o terremoto de 12 de janeiro de 2010. Depois do cismo, , a quantidade de integrantes da Minustah passou de 9 mil para 12.250.
Afetada por uma polêmica relacionada a um caso de violência sexual por parte de integrantes da missão e acusada no Haiti de ter introduzido o cólera, a Minustah continuará “aguardando que uma força nacional possa assumir o controle”, assegurou nesta semana o presidente haitiano Michel Martelly.