Os presidentes de Austrália, Canadá, França, Itália, Japão, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Espanha, Turquia, Grã-Bretanha e Estados Unidos assinaram o comunicado oficial, segundo a Casa Branca. No texto, as nações condenam "da maneira mais forte" os ataques nos arredores de Damasco. "Nós condenamos nos termos mais firmes o horrível ataque químico na periferia de Damasco em 21 de agosto, que custou a vida de homens, mulheres e crianças".
Os líderes das nações pedem ainda "uma resposta internacional a esta grave violação da legislação internacional". Mais cedo, o presidente dos EUA, Barack Obama, voltou a defender a ação militar em entrevista coletiva. "Eu fui eleito para acabar com as guerras, não para começá-las, mas o mundo não pode ficar de braços cruzados após o ataque químico", declarou o democrata.
O ataque com armas químicas supostamente promovido pelo regime de Bashar Assad teria deixado mais de 1.400 mortos no arredores de Damasco no mês passado. Ainda na cidade russa, Obama afirmou que pretende fazer um pronunciamento sobre o assunto na Casa Branca, na próxima terça-feira.
Obama e Putin mantêm divergências sobre a Síria e G20 não chega a um consenso
As divergências entre o presidente americano, Barack Obama, e seu colega russo, Vladimir Putin, parecem irreconciliáveis. Os terminaram por se reunir nesta sexta-feira, embora não estivesse previsto, e embora o encontro tenha sido cordial e construtivo, segundo admitiram, não houve aproximação em suas respectivas posturas.
"Cada um manteve sua posição", disse Putin depois do encontro com Obama, que "discorda de meus argumentos e eu dos seus, mas nos ouvimos e tentamos analisá-los".
"Não esperava que entrássemos em acordo", reconheceu o presidente americano, que acusa o regime de Damasco de cruzar uma linha vermelha com o uso de armas químicas contra a população civil no dia 21 de agosto.
Principal aliado do regime de Damasco, Putin quer uma solução política negociada à guerra civil da Síria, que já dura mais de dois anos e meio e que deixou mais de 100.000 mortos, segundo a ONU.