"Violentos combates eram travados entre os combatentes das brigadas rebeldes e das forças regulares apoiadas pelos integrantes do Exército de Defesa (milícia pró-regime) e do Hezbollah libanês, nas localidades de Husseiniyeh, Thiyabiyeh e Bouaydah, enquanto o Exército efetuava ataques aéreos", indicou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
A violência nessa região deixou "pelo menos 22 mortos, em sua maioria combatentes de brigadas rebeldes, incluindo um comandante", indicou a ONG que apresentou informações a respeito de "dezenas de mortos e feridos em meio às forças regulares e do Hezbollah". Antes, o OSDH havia anunciado uma vitória dos rebeldes, que ocuparam uma posição importante na fronteira com a Jordânia, depois de um mês de combates.
Em Haia, o diretor geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), Ahmet Uzumcu, falou de um calendário "extremamente apertado" estabelecido para este processo de desmantelamento, que é realizado pela primeira vez em um país em conflito. "Acredito que a eliminação das armas químicas interessa a todas as partes e acho que, se os cessar-fogos temporários puderem ser estabelecidos, esses objetivos poderão ser alcançados", declarou Uzumcu.
A OPAQ foi encarregada por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU de desmantelar o arsenal químico do poder sírio e as instalações ligadas a essas armas. Para Uzumcu, a data limite de 1º de novembro para a destruição do arsenal químico e de todas as instalações de produção de armas químicas não é irrealista.
A resolução 2118 foi adotada com base em um acordo concluído entre Rússia e Estados Unidos, após um ataque químico no dia 21 de agosto contra o subúrbio de Damasco. A responsabilidade por esse ataque foi atribuída pelas potências ocidentais ao regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, que culpou a rebelião.