Operação anticorrupção na Costa Rica revista Casa Presidencial e prende empresários

Operação anticorrupção na Costa Rica revista Casa Presidencial e prende empresários

Autoridades buscam desmantelar suposta rede de pagamento de subornos em troca de obras públicas

AFP

Autoridades buscam desmantelar suposta rede de pagamento de subornos em troca de obras públicas

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Autoridades da Costa Rica realizaram uma busca, nesta segunda-feira, na Casa Presidencial e várias organizações estatais, e prenderam ao menos dois donos de empresas construtoras, em uma operação para desmantelar uma suposta rede de pagamento de subornos em troca de obras públicas.

Durante a operação, liderada pelo Órgão de Investigação Judicial (OIJ), que depende do Ministério Público, foram realizadas 57 buscas, tanto a entidades públicas como em domicílios particulares. A rede é suspeita de ter desviado entre 2018 e 2020 cerca de 78 bilhões de colones, equivalentes a 125 milhões de dólares.

"Identificamos um esquema de subornos, um esquema de regalias e pagamentos indevidos direcionados a funcionários públicos patrocinados por empresas privadas (...). Inclusive, havia um sistema de intermediação entre empresas privadas e funcionários que permitia a entrega de subornos e a subsequente lavagem e ocultação desses movimentos", expôs o diretor do OIJ, Wálter Espinoza.

Segundo informações oficiais do OIJ, 28 suspeitos foram detidos, entre eles dois dos donos das construtoras mais importantes do país.

A polícia revistou nesta manhã 14 instituições públicas, entre elas a Casa Presidencial, o Conselho Nacional de Rodovias (Conavi), o Ministério de Obras Públicas e Transportes (MOPT) e o Conselho de Transporte Público (CTP), entre outros, múltiplos escritórios de empresas privadas, além de 21 casas de pessoas vinculadas à suposta rede.

"Houve uma denúncia para um grupo de funcionários públicos que favoreciam algumas empresas e que faziam isso para obter benefícios na manutenção do desenvolvimento e construção de estradas", afirmou Espinoza.

Os crimes investigados são peculato, suborno, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e tráfico de influências.

A Casa Presidencial enviou um comunicado no qual afirma que está cooperando com todas as diligências judiciais, já que reiteram que "a gestão pública deve acontecer com estrita relação às normas legais e éticas".

Esta é a segunda vez em que a Casa Presidencial é revistada. Em fevereiro de 2020, as autoridades fizeram uma busca em seu ambiente como parte das investigações sobre o possível acesso ilegal à informação sensível da população por meio da Unidade Presidencial de Análises de Dados (UPAD).


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