Os médicos anunciaram que a intervenção cirúrgica obteve êxito, seis horas depois do início da operação, realizada por cirurgiões dos hospitais universitários de Tóquio e Juntendo. Caso o imperador se recupere bem, ele poderá ter alta dentro de duas semanas
A intervenção cirúrgica foi decidida para "manter e melhorar a vida diária de Sua Majestade", explicou um porta-voz do Palácio Imperial. Em coletiva de imprensa realizada após a cirurgia, um dos cirurgiões, Minoru Ono, disse que a operação foi realizada "sem problemas". "A pressão arterial está correta. Não há hemorragia. O estado de saúde do imperador corresponde ao previsto", disse o médico.
Na sexta-feira e no sábado, milhares de japoneses preocupados desejaram uma rápida melhora ao imperador e assinaram um livro de melhoras no Palácio Imperial, no centro de Tóquio. O primeiro-ministro Yoshihiko Noda afirmou "rezar com todo seu coração pela saúde do imperador".
Como chefe do Estado japonês, o imperador tem apenas uma função simbólica e não dispõe de nenhum poder político, mas precisa cumprir numerosos compromissos, como encontros com dirigentes estrangeiros. Durante a recuperação de Akihito no Hospital Universitário de Tóquio, seu filho mais velho, o príncipe herdeiro Naruhito, se encarregará das funções oficiais que habitualmente desempenha o imperador.
Há alguns meses, o segundo filho do imperador, Akishino, propôs que se examinasse a possibilidade de fixar uma idade máxima para se exercer o cargo de imperador. Atualmente, tal função é vitalícia.
Akihito foi operado em 2003 de um câncer de próstata e segue em tratamento para evitar uma recaída. Ele foi hospitalizado por quase três semanas em novembro de 2011 por uma bronquite e uma leve pneumonia.
O imperador assumiu em 1989, após a morte de seu pai, Hirohito, aos 87 anos.