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A empresa afirma que a segunda etapa tem o objetivo de resfriar os reatores para permitir aos técnicos que intervenham na central, acidentada depois do terremoto e do tsunami de 11 de março. Para o ministro do Comércio e Indústria, Banri Kaieda, o plano servirá para passar da atual fase de emergência para a de estabilização.
Kaieda também declarou que o governo revisará num prazo entre seis e nove meses a área de evacuação em torno da central. No momento, o governo decretou uma zona de exclusão de 20 quilômetros ao redor de Fukushima, mas pediu que a população abandonasse também a zona num raio de 30 quilômetros. Cerca de 80 mil pessoas foram evacuadas e foi proibido o consumo de alimentos nas imediações.
Cerca de 60 mil toneladas de água altamente radioativa impedem que os técnicos ingressem nas instalações para restabelecer o fornecimento de eletricidade das bombas de água. As autoridades do Japão situaram em 12 de abril o acidente nuclear de Fukushima no mesmo nível de gravidade que o de Tchernobyl, apesar de garantirem que as emissões radioativas eram, no momento, inferiores às da central da Ucrânia que explodiu em abril de 1986.