"Para chegar a essas conclusões, levamos em consideração a velocidade do piloto automático - cerca de 350 nós - e o que sabíamos em termos de combustível e de autonomia do avião para atingir uma série de 'bips' que recebíamos", relatou o vice-presidente.
Embora os sistemas de comunicação do voo MH370 estivessem apagados, os satélites Inmarsat continuaram a captar, em todos os momentos, os "bips" provenientes do avião. Esses "bips" são enviados de uma estação terrestre para o satélite e, depois, para o avião, que reenvia automaticamente um "bip" em sentido inverso. A empresa Inmarsat mediu o tempo levado por esses "bips" entre o avião e o satélite. "Nós observamos o efeito Doppler que é a mudança de frequência devido ao movimento do satélite em sua órbita", detalhou. Efeito doppler é a mudança no comprimento das ondas conforme se afastam ou aproxima de objetos. "Isso nos deu uma trajetória possível para o corredor norte e uma outra para o corredor sul", completou.
"Nós reunimos os dados dos Boeing 777 da Malaysia Airlines, os remodelamos e os comparamos com os dados do corredor sul e do corredor norte, e descobrimos que o corredor sul é, sem qualquer dúvida possível, o que foi tomado", explicou a empresa. "Normalmente, você procura triangular os dados e, com frequência, você tem o GPS. Mas, como os aviões nessa região não enviam sinais de sua localização, nós trabalhamos às cegas", acrescentou.
O anúncio dramático pôs fim a 17 dias de angústia para os familiares das 239 pessoas a bordo do Boeing, entre eles 153 chineses. A empresa não respondeu, porém, a nenhuma pergunta sobre o cenário que teria precipitado o Boeing na região inóspita.