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Oposição acusa forças de Khadafi pela morte de 10 mil pessoas

Líder do Conselho de Transição pede à comunidade internacional "mais esforço na proteção dos civis"

Um dos líderes do Conselho Nacional de Transição da Líbia, que representa os adversários do atual governo de Muammar Kadhafi, Ali Al Isawi, denunciou nesta terça-feira que as forças leais ao presidente líbio mataram cerca de 10 mil pessoas. A oposição e as forças de Kadhafi se enfrentam desde o começo do ano e, com a intervenção militar da Organização do Tratado do Atlêntico Norte (Otan), a crise se agravou.

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“Já temos até agora 10 mil pessoas mortas pelos soldados de Kadhafi desde o início do conflito na Líbia”, afirmou Al Isawi, responsável pelos assuntos externos do conselho. “Temos cerca de 20 mil pessoas desaparecidas e cerca de 30 mil feridos, dos quais 7 mil extremamente graves.”

Segundo Isawi, o conselho pede à comunidade internacional “mais esforço na proteção dos civis contra a agressão em curso”. Representantes da oposição se reuniram hoje com os ministros das Relações Exteriores da União Europeia. A França e a Itália foram os primeiros a reconhecer a oposição líbia como porta-voz para as negociações.

Após a reunião, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse que a oposição a Khadafi tem um plano de governo pronto que inclui a retirada do presidente do poder, a elaboração de uma Constituição e a convocação de eleições gerais.

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