Mundo

Oposição consegue confirmar assinaturas para avançar em referendo contra Maduro

Poder eleitoral da Venezuela aprovou documento com mais de 399 mil assinaturas por pleito revogatório

Poder eleitoral da Venezuela aprovou documento com mais de 399 mil assinaturas por pleito revogatório
Poder eleitoral da Venezuela aprovou documento com mais de 399 mil assinaturas por pleito revogatório Foto : Federico Parra / AFP / CP
O poder eleitoral da Venezuela confirmou, nesta segunda-feira, que a oposição completou as 200 mil assinaturas necessárias para avançar na ativação do processo de referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro. "Os 24 estados cumpriram o requisito de 1% de validação de manifestações de vontade, e a certificação será confirmada pela secretaria", anunciou a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena.

Com o aval do CNE, a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) poderá solicitar o referendo revogatório e habilitar-se como sua promotora, explicou Lucena. Para tal, a MUD terá dois dias, após o qual o CNE disporá de duas semanas para anunciar se aceita a solicitação. Em caso de sinal verde, o organismo contará com 15 dias úteis para fixar a data do próximo passo: o recolhimento de quatro milhões de assinaturas para convocar a consulta.

Lucena precisou que, no total, a MUD conseguiu autenticar 399.412 firmas. Durante o processo de revisão, foram detectadas irregularidades como inconsistências entre firmas e impressões digitais, no que pode constituir casos de "falsidade ideológica". "O Conselho Nacional Eleitoral, diante das irregularidades relativas à possível falsidade ideológica cometida por alguns cidadãos, está solicitando ao Ministério Público que investigue o caso".

O objetivo da MUD é realizar o referendo ainda este ano, por isso quer começar o quanto antes a etapa de recolher as quatro milhões de assinaturas (20% dos eleitores) necessárias para que se convoque a consulta. Para se revogar o mandato de Maduro é necessário superar os 7,5 milhões de votos que o elegeram em 2013.

Segundo as pesquisas, 64% dos eleitores - algo em torno de 12 milhões de pessoas - querem a saída de Maduro da presidência. "A revogação é para que se acabe as filas, para que haja comida e medicamentos, para que o dinheiro chegue às pessoas, para que haja segurança. Com Maduro, não vamos resolver a crise, por isso temos de revogá-lo", afirmou o ex-candidato presidencial opositor Henrique Capriles antes da decisão do Conselho Eleitoral.