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Oposição denuncia morte de 1,3 mil pessoas por armas químicas na Síria

Governo e Exército negaram o uso do armamento

A oposição denunciou a morte de 1,3 mil pessoas no ataque com armas químicas realizado pelo regime sírio na periferia de Damasco nesta quarta-feira. Além disso, acusa a comunidade internacional de ser cúmplice, por seu silêncio, no caso. O regime sírio e o exército negaram categoricamente o uso de armas químicas, evocando alegações "infundadas".

Em vídeos postados no YouTube é possível ver crianças recebendo os primeiros socorros em um hospital de campanha, especialmente oxigênio para ajudá-los a respirar. Médicos aparecem tentando ressuscitar crianças inconscientes que não mostram ferimentos visíveis. A autenticidade dos vídeos não pôde ser comprovada até o momento. Os Comitês de Coordenação Local (LCC), uma rede de militantes, também informaram sobre centenas de vítimas devido ao "uso brutal de gases tóxicos pelo regime criminoso em partes de Ghuta Ocidental".

O suposto ataque acontece poucos dias após uma equipe de inspetores de armas químicas da Organização das Nações Unidas (ONU) iniciar seus trabalhos na Síria para investigar o uso de tais armas no conflito que já causou mais de 100 mil mortos desde março de 2011. "O que nos mata e mata nossas crianças não é apenas o regime. A indecisão americana nos mata. O silêncio de nossos amigos nos mata. O abandono da comunidade internacional nos mata, a indiferença dos árabes e muçulmanos, a hipocrisia do mundo que se acredita livre, nos mata", declarou em uma coletiva de imprensa em Istambul o líder da Coalizão Nacional de oposição, George Sabra.

Sabra fez duras críticas ao governo sírio. "O regime tripudia da ONU e das grandes potências quando ataca perto de Damasco com armas químicas, no momento em que a comissão de investigação internacional se encontra a poucos passos de distância", acrescentou. "Onde está a comunidade internacional. Onde está a honra?", insistiu, falando dos 1,3 mil mortos no ataque. "Todo discurso sobre a conferência de Genebra 2 e as propostas políticas são nulas com o prosseguimento desses massacres. O que tem acontecido destroi qualquer esforço político pacífico e torna absurdo todo discurso a este respeito", acrescentou.

Sabra fez referência à conferência de paz internacional sobre a Síria - Genebra 2 - planejada por Moscou e Washington, mas cuja organização se arrasta há meses.

A Rússia, um dos mais fieis aliados dor egime de Bashar al Assad, considerou que a denúncia de utilização de armas químicas por parte das autoridades sírias é uma provocação. "Tudo isso nos faz pensar que estamos de novo diante de uma provocação planejada de antemão", indicou o ministério russo das Relações Exteriores em um comunicado. A Agência de notícias Sana descreveu as ações do exército nesta quarta como "operações contra grupos terroristas", nas quais morreram "vários deles".

Mas o chefe da oposição síria exigiu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre o "massacre". "Peço ao Conselho de Segurança da ONU que realize uma reunião urgente para assumir suas responsabilidades ante esta matança", afirmou Ahmad Jarba ao canal Al-Arabiya. Representantes da Rússia e dos Estados Unidos devem se reunir novamente na próxima semana para prepará-la.

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