O ativista local Abu Yazan, contatado via Skype, disse que 106 pessoas foram mortas quando milícias pró-regime entraram na região. O número de mortos é um dos mais elevados desde o início das manifestações contrárias ao regime de Bashar Assad, em março de 2011. A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que mais de 9 mil pessoas foram mortas, grande parte civis, durante o período.
A violência em Houla é um revés ao plano de pacificação da ONU para o país, que era para ter cessado fogo em 12 de abril. Mais de 250 observadores da ONU estão na Síria, e um porta-voz afirmou que muitos estão agora rumando para Houla.
Outro ativista afirmou que as forças do regime atacaram com artilharia pesada a vila de Houla, cerca de 40 quilômetros ao nordeste da cidade de Homs. Doze pessoas foram mortas nos disparos, disse o ativista. Depois a milícia entrou na vila de Taldaw, ao sul de Houla, invadindo casas e atirando em civis. "Eles mataram famílias inteiras, de pais aos filhos, mas eles tiveram o foco voltado para as crianças", afirmou o ativista.
Vídeos amadores mostram, na internet, diversas crianças entre os mortos cobertos com lençóis. Um vídeo mostra 14 corpos de crianças alinhados no chão, ombro a ombro. O OSDH emitiu um comunicado, dizendo que as nações árabes e a comunidade internacional eram "parceiras" nas mortes "por causa do silêncio sobre os massacres que o regime sírio tem cometido". As informações são da Associated Press.