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Oposição no Iêmen pede que monarquias do Golfo pressionem presidente

Ali Abddulah Saleh se recusa a assinar plano para saída da crise

A oposição iemenita expressou, neste domingo, seu desejo de que as monarquias do golfo pressionem o presidente Ali Abddulah Saleh depois de sua recusa em assinar um plano para a saída da crise que implicava sua renúncia. "Os irmãos do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) têm duas possibilidades: pressionar a parte mais intransigente para fazer com que assine o plano ou tomar medidas contra esta parte ", declarou o membro do diretório do Fórum Comum Soltan al Atuani.

Segundo ele, as monarquias do CCG "encabeçam os países que apóiam o presidente Saleh tanto política como financeiramente, e devem parar de acobertá-lo para levar em conta os interesses do povo iemenita ". Inicialmente, os ministros das Relações Exteriores do CCG deveriam se reunir neste domingo em Riad com o objetivo de assinar um acordo sobre a transição política no Iêmen, fruto da mediação de seus países.

No entanto, o secretário-geral do CCG, Abdelatif al Zayani, que viajou no sábado a Sanaa, deixou o Iêmen sem conseguir que o presidente Saleh assinasse o acordo, uma condição prevista pelos mediadores e exigida pela oposição. "Exigiremos a assinatura de Saleh em sua qualidade de presidente da república, como estipula o plano de saída da crise, elaborado pela CCG e aceito a princípio pelo regime e a oposição", recordou Atuani.

"Com sua recusa, o presidente Saleh quer levar o país um ciclo de violência, mas não daremos essa oportunidade", disse, apesar de acrescentar que os mediadores do CCG deveriam "se dar conta da gravidade dessa recusa, pois a estabilidade do Iêmen é a base da estabilidade de seus países".

O plano proposto pelas monarquias do Golfo, preocupadas com a instabilidade no Iêmen prevê a renúncia, com uma garantia de imunidade, do presidente Ali Abdullah Saleh, um mês depois da formação de um governo de reconciliação nacional pela oposição.

O plano foi aprovado pela oposição e pelo partido no poder, o Congresso Popular Geral (CPG), mas nunca explicitamente por Saleh, que enfrenta uma crescente onda de contestação desde janeiro. A oposição se nega a viajar para Riad até que o presidente assine o texto.

O plano prevê que o documento tenha as assinaturas do presidente do país e da oposição. "Saleh está disposto a assinar o documento na qualidade de presidente do CPG, mas não como presidente da República", explicou Soltan al-Barakani.

No sábado, dois militares e quatro civis morreram em Adén, principal cidade do sul, em confrontos entre soldados e homens armados, segundo o Ministério da Defesa e fontes médicas. Aden, um dos focos dos protestos, ficou paralisada neste sábado devido a uma greve geral.

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