A coalizão secular do ex-premiê Iyad Allawi, que reúne xiitas e sunitas, venceu por uma pequena margem as eleições legislativas do Iraque. O partido de Allawi, al-Iraqya, ganhou 91 assentos no Parlamento contra 89 da Aliança para o Estado de Direito, do atual primeiro-ministro, Nouri al-Maliki. O dia também foi marcado por uma ação terrorista. A explosão de duas bombas na província sunita de Dyiala, ao norte de Bagdá, deixou ao menos 40 mortos outros 65 feridos.
A coalizão xiita religiosa Aliança Nacional Iraquiana terá 70 cadeiras e os curdos da Aliança Curda, 43. Ainda cabem recursos para recontagem dos votos – como defendem os partidários de Maliki – mas se confirmada a vitória, Allawi terá de formar governo com os outros blocos no Parlamento de 325 cadeiras. Ele precisa de mais de 163 assentos para governar.
Allawi contou com o apoio maciço de eleitores de províncias sunitas, cuja participação foi maior do que nas eleições de 2005. Maliki teve uma votação expressiva em áreas predominantemente xiitas e em Bagdá. Ele prometeu negociar com todos os partidos para formar a coalizão. Maliki, por sua vez, anunciou em uma entrevista coletiva que pretende recorrer contra os resultados.
A Aliança Nacional Iraquiana, bloco do clérigo radical Moqtada al-Sadr, deve ter um papel chave na formação do governo. O partido já começou negociações com a Aliança para o Estado de Direito para uma possível coalizão.
Os xiitas governam o Iraque desde 2005. Durante a ditadura laica de Saddam Hussein, os sunitas governaram o Iraque e reprimiram a minoria curda no norte e a maioria xiita no sul.
Oposição secular vence no Iraque
Partido que reúne xiitas e sunitas tem 91 cadeiras no Parlamento contra 89 do atual premiê