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Oposição venezuelana pede que 'batalha' nas ruas continue

Maduro foi proclamado reeleito para um terceiro mandato de seis anos, mas não foram divulgados detalhes da apuração

Pposição é liderada por María Corina Machado
Pposição é liderada por María Corina Machado Foto : FEDERICO PARRA / AFP

A oposição venezuelana pediu nesta sexta-feira (16) que a "batalha" continue em manifestações contra a reeleição do presidente Nicolás Maduro, em meio à pressão internacional.

Maduro foi proclamado reeleito para um terceiro mandato de seis anos, até 2031, com 52% dos votos. No entanto, a autoridade eleitoral, acusada de servir ao chavismo, não divulgou detalhes da apuração, o que gerou dúvidas até mesmo entre aliados, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chamou o governo venezuelano de "autoritário".

A oposição, liderada por María Corina Machado, afirma ter provas da vitória de seu candidato, Edmundo González Urrutia, e convocou para este sábado uma passeata em Caracas e mais de 300 cidades, em um "grande protesto mundial pela verdade".

"Isso não vai parar", disse Machado em uma transmissão ao vivo no Instagram com influenciadores venezuelanos. Assim como González Urrutia, ela está na clandestinidade.

"Aqui todo mundo tem que manter a batalha e a força", continuou. "Ao se ver exposto, então o que faz: mente, reprime, usa violência e desmoraliza. A desmoralização é a estratégia do regime" de Maduro, afirmou.

O chavismo também convocou uma manifestação para sábado, embora não tenha dado maiores detalhes.

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Lula, sugeriu, junto com seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, repetir as eleições, uma proposta que tanto o chavismo quanto a oposição descartam por enquanto. Machado considerou a proposta "uma falta de respeito".

Maduro não se referiu diretamente ao assunto, mas ressaltou que "os conflitos que existem na Venezuela são resolvidos entre os venezuelanos, com suas instituições, com sua lei, com sua Constituição"

O presidente de esquerda já havia descartado a realização de um novo pleito. "Não aceitamos imposição, intervencionismo, nem que ninguém meta suas mãos imundas em nosso amado país", disse o governante na tarde de hoje.