Mursi, detido em um local secreto pelo exército desde sua destituição, em 3 de julho, permanecerá em prisão preventiva por no máximo 15 dias. O procedimento se centra em seu suposto envolvimento em ataques contra a polícia sob o regime de seu antecessor Hosni Mubarak, imputados ao Hamas, e em sua fuga da prisão de Wadi Natrun no mesmo período, segundo a mesma fonte.
Estas acusações "soam como uma vingança do antigo regime, que indica que retorna com força", declarou um porta-voz do movimento da Irmandade Muçulmana Gehad el-Hadad.
No dia 23 de junho um tribunal egípcio estabeleceu que o Hamas, no poder na Faixa de Gaza, e o movimento xiita libanês Hezbollah estiveram envolvidos na fuga de prisioneiros, entre eles Mursi, durante a revolta contra Hosni Mubarak, no início de 2011.