Os abusos ocorreram em junho e julho, enquanto forças rebeldes faziam pressão sobre as montanhas de Nafusa, ao sul de Trípoli. "Em quatro cidades capturadas por rebeldes, eles danificaram propriedades, queimaram algumas casas, saquearam hospitais, casas e lojas, e espancaram alguns indivíduos que supostamente apoiaram as forças do governo", detalhou a Human Rights Watch.
As acusações ameaçam minar a imagem dos rebeldes como defensores dos direitos humanos em um país liderado pela mão de ferro de Muamar Kadhafi por 42 anos. As revelações também poderão trazer à tona questões difíceis para os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que tem fornecido suporte militar aos rebeldes como parte de uma missão das Nações Unidas para proteger civis líbios.
No início do mês, a França admitiu ter jogado armas pelo ar para os rebeldes nas montanhas de Nafusa, o que gerou protestos da Rússia e de outros críticos da operação da Otan. "As autoridades rebeldes tem o dever de proteger civis e suas propriedades, especialmente hospitais, e responsabilizar qualquer pessoa que cometer saques e outros abusos", disse Joe Stork, membro da organização.