Uma série de violentos bombardeios aéreos abalou Trípoli na madrugada de terça como parte da campanha cuja coordenação foi assumida pela Otan no dia 31 de março. Os ataques foram feitos depois de Anders Fogh Rasmussen, diretor da Otan, afirmar que "o tempo está correndo para Kadhafi". Conforme Rasmussen, "Kadhafi deve se render em breve, uma vez que não há futuro para ele e para seu regime".
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Segundo a ONU, as forças de Kadhafi têm paralisado uma nação rica em petróleo e causado sofrimento à população, que tem vivenciado uma escassez generalizada de bens essenciais. O ditador líbio sobreviveu a um ataque da Otan realizado no dia primeiro de maio, que matou seu segundo filho mais novo, Seif al-Arab, e três de seus netos. Desde então, a Otan já atingiu mais de 30 alvos militares em Misrata e arredores.
Além disso, também tem havido confrontos entre os rebeldes do leste e forças governamentais do oeste, disseram médicos locais. O chefe do serviço médico dos rebeldes, Dr. Ahmed al-Ignashi, relatou que seis soldados da oposição foram mortos e dez ficaram feridos na segunda ao cruzarem uma estrada a oeste da estratégica cidade de Ajdabiya. "Kadhafi já sofreu perdas pesadas", destacou.
A agência de refúgio da ONU pediu a todos os navios do Mediterrâneo que dêem assistência aos barcos que estão deixando a Líbia, reagindo a relatos de que uma embarcação levando mais de 600 pessoas teria naufragado na semana passada.