O primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki pediu que a aliança estendesse sua missão de treinamento, que já dura oito anos, até o final de 2013, mas insistiu na premissa de que todos os militares da Otan no país fossem submetidos às leis iraquianas e ao sistema judicial do país. Os Estados Unidos e a Otan temem que seus militares não sejam submetidos a julgamentos justos no Iraque, já que o sentimento antiocidental no país é muito alto.
O Iraque baseou suas exigências em dois incidentes violentos. Um deles foi o tiroteio de 2007 na praça Nisoor, em Bagdá, quando 17 iraquianos foram mortos por seguranças privados norte-americanos. O outro ocorreu em Haditha, quando tropas norte-americanas mataram 24 civis.
O comunicado da Otan diz que o Conselho do Atlântico Norte, o organismo administrativo da aliança, decidiu nesta segunda-feira encerrar a missão de treinamento porque "o acordo para a extensão desse programa não foi possível, apesar das negociações conduzidas durante várias semanas". A Otan tem cerca de 130 conselheiros de 13 de seus países membros e da Ucrânia no Iraque. As informações são da Associated Press.