Mundo

Otan assumirá operações na Líbia

Turquia deu sinal verde para a transferência de comando

Otan assumirá operações na Líbia
Otan assumirá operações na Líbia Foto : Aden Altan/ AFP / CP
A OTAN assumirá o comando das operações militares da coalizão internacional na Líbia, anunciou nesta quinta-feira o ministro turco de Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, depois de uma teleconferência com seus colegas de Estados Unidos, França e Grã-Bretanha. Ele informou que as demandas turcas foram atendidas.

• Leia mais notícias sobre a crise na Líbia


A aliança atlântica precisa da aprovação de todos os seus 28 integrantes, entre eles a Turquia, para assumir o comando das operações. A Otan assumirá o comando na próxima segunda-feira ou na terça-feira, informou um diplomata.

O governo conservador muçulmano turco teme um cenário similar ao iraquiano na Líbia e se opõe aos bombardeios da coalizão contra o país. Após muita hesitação, principalmente por causa do eleitorado, ingressa na operação internacional com o envio de uma força naval. O Partido Governista da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, originário do movimento islâmico) passou hoje para o Parlamento pedido de envio de seis embarcações de guerra à Líbia, para uma missão de um ano.

A moção, que autoriza o posicionamento de unidades militares turcas no âmbito de "contribuição aos esforços internacionais para restabelecer a estabilidade e a segurança na Líbia", foi votada pelo Parlamento com o apoio dos deputados de oposição, durante uma sessão a portas fechadas.

O destacamento militar composto por cinco navios e um submarino deve, junto a uma frota de 16 embarcações da Otan, impor o funcionamento do embarco de armas às tropas de Muammar Kadhafi em virtude da resolução 1973 da ONU. Os turcos conduziram longos e difíceis diálogos com seus aliados da Aliança Atlântica, irritando vários deles, inclusive a França.

Antes de resolver enviar os navios de guerra - mantendo a posição contra aos ataques -, a Turquia tentou conduzir uma diplomacia discreta em relação a Muammar Kadhafi, propondo-lhe, em particular, a nomeação de um "presidente" que contasse com grande apoio popular. O coronel Kadhafi possui, na verdade, apenas o título de Guia da Revolução.


Visualizar Mundo Árabe em crise em um mapa maior. | Arte: Jonathas Costa 

Bookmark and Share