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A aliança atlântica precisa da aprovação de todos os seus 28 integrantes, entre eles a Turquia, para assumir o comando das operações. A Otan assumirá o comando na próxima segunda-feira ou na terça-feira, informou um diplomata.
O governo conservador muçulmano turco teme um cenário similar ao iraquiano na Líbia e se opõe aos bombardeios da coalizão contra o país. Após muita hesitação, principalmente por causa do eleitorado, ingressa na operação internacional com o envio de uma força naval. O Partido Governista da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, originário do movimento islâmico) passou hoje para o Parlamento pedido de envio de seis embarcações de guerra à Líbia, para uma missão de um ano.
A moção, que autoriza o posicionamento de unidades militares turcas no âmbito de "contribuição aos esforços internacionais para restabelecer a estabilidade e a segurança na Líbia", foi votada pelo Parlamento com o apoio dos deputados de oposição, durante uma sessão a portas fechadas.
O destacamento militar composto por cinco navios e um submarino deve, junto a uma frota de 16 embarcações da Otan, impor o funcionamento do embarco de armas às tropas de Muammar Kadhafi em virtude da resolução 1973 da ONU. Os turcos conduziram longos e difíceis diálogos com seus aliados da Aliança Atlântica, irritando vários deles, inclusive a França.
Antes de resolver enviar os navios de guerra - mantendo a posição contra aos ataques -, a Turquia tentou conduzir uma diplomacia discreta em relação a Muammar Kadhafi, propondo-lhe, em particular, a nomeação de um "presidente" que contasse com grande apoio popular. O coronel Kadhafi possui, na verdade, apenas o título de Guia da Revolução.
Visualizar Mundo Árabe em crise em um mapa maior. | Arte: Jonathas Costa