A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou nesta sexta-feira (12) que reforçará suas defesas no flanco leste, próximo à fronteira com a Rússia. A medida é uma resposta à incursão de drones russos no espaço aéreo da Polônia nesta semana. Foi a primeira vez desde o início da guerra na Ucrânia que a aliança militar mobilizou caças para derrubar aeronaves russas.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que a nova operação de reforço começará "nos próximos dias" e envolverá recursos de países como Dinamarca, França, Reino Unido e Alemanha. O objetivo é fortalecer as defesas com "mais capacidades militares tradicionais" e elementos específicos para "enfrentar os desafios particulares associados ao uso de drones".
Incursão “inaceitável”
Mark Rutte classificou o incidente como "imprudente" e "inaceitável", mesmo que a Otan ainda esteja avaliando se a violação do espaço aéreo polonês foi intencional ou não. O comandante máximo da Otan na Europa, general Alexus Grynkewich, ressaltou que o incidente na Polônia "transcende as fronteiras de uma nação", reforçando o princípio de que "o que afeta um aliado nos afeta a todos".
Apesar da aliança considerar a resposta um sucesso, surgiram dúvidas sobre por que apenas parte dos drones foi abatida. Grynkewich reconheceu que a Otan busca "formas de melhorar" e que o reforço das defesas é uma resposta direta à escala da incursão, que foi "obviamente maior do que as incursões anteriores". O ministro da Defesa polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, agradeceu a Otan por sua "ação e decisões contundentes" em resposta à "política agressiva da Rússia".