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Outro brasileiro é detido por morte de militares na Guiana Francesa

Novato é integrante da quadrilha liderada por Manoelzinho, que já está preso

Um brasileiro da quadrilha de Manoelzinho, envolvido no assassinato de dois militares franceses em junho na Guiana Francesa, foi detido nessa quarta-feira em Paramaribo, no Suriname, e entregue às autoridades, indicaram nesta quinta fontes judiciais. O suspeito, chamado de Novato, foi  "expulso para a Guiana devido a sua situação irregular no território do Suriname", explicou à AFP uma fonte judicial.

Este homem, detido no Suriname no dia 12 de abril e libertado no mês de julho, tentou entrar no Brasil no dia 26 de agosto de avião, a partir da capital do país, mas foi detido no aeroporto. A juíza francesa Marianne Lepaitre emitiu então uma ordem de prisão internacional por meio da Interpol e realizou um pedido de extradição, fundamentado na Convenção das Nações Unidas contra a criminalidade transfronteiriça em quadrilha organizada, mas o Suriname o libertou posteriormente sem motivo, acrescentou a mesma fonte.

O homem deve comparecer nesta quinta-feira diante da justiça em Cayena e pode ser acusado de "assassinatos e tentativa de assassinatos em crime organizado, conspiração e porte ilegal de arma", respondendo por crimes praticados em janeiro em Dorlin atribuídos ao grupo comandado por Manoelzinho. Novato é considerado uma peça-chave do grupo cujo suposto chefe, foi detido junto com outro de seus comparsas no dia 27 de julho, em Macapá.

Manoelzinho confessou ser o autor dos assassinatos dos militares franceses. No dia 27 de junho, dois militares que atuavam na operação de combate ao garimpo nesta região foram assassinados "com armas de guerra" e outros três guardas ficaram feridos em um confronto com parte do grupo de Manoel Moura Ferreira, o Manoelzinho.

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