Este homem, detido no Suriname no dia 12 de abril e libertado no mês de julho, tentou entrar no Brasil no dia 26 de agosto de avião, a partir da capital do país, mas foi detido no aeroporto. A juíza francesa Marianne Lepaitre emitiu então uma ordem de prisão internacional por meio da Interpol e realizou um pedido de extradição, fundamentado na Convenção das Nações Unidas contra a criminalidade transfronteiriça em quadrilha organizada, mas o Suriname o libertou posteriormente sem motivo, acrescentou a mesma fonte.
O homem deve comparecer nesta quinta-feira diante da justiça em Cayena e pode ser acusado de "assassinatos e tentativa de assassinatos em crime organizado, conspiração e porte ilegal de arma", respondendo por crimes praticados em janeiro em Dorlin atribuídos ao grupo comandado por Manoelzinho. Novato é considerado uma peça-chave do grupo cujo suposto chefe, foi detido junto com outro de seus comparsas no dia 27 de julho, em Macapá.
Manoelzinho confessou ser o autor dos assassinatos dos militares franceses. No dia 27 de junho, dois militares que atuavam na operação de combate ao garimpo nesta região foram assassinados "com armas de guerra" e outros três guardas ficaram feridos em um confronto com parte do grupo de Manoel Moura Ferreira, o Manoelzinho.