Os detalhes da operação, entretanto, não são revelados por motivos de segurança. Por enquanto, a embaixada está funcionando normalmente, embora nesta quinta-feira trabalhe apenas com expediente interno. Governo de vários países já fecharam suas embaixadas na Síria, entre europeus e asiáticos. Mas o governo brasileiro considera a medida drástica e ainda evita tomá-la.
Após a explosão do homem-bomba, provocando 26 mortes nessa quarta-feira, inclusive de dois ministros (da Defesa e do Interior), além de uma terceira autoridade da área de segurança do Estado, Damasco amanheceu hoje como se o dia fosse feriado. As escolas e o comércio estão fechados e apenas alguns serviços públicos funcionam. O clima de medo predomina, segundo relatos de brasileiros que estão na capital síria.
O plano elaborado pelo governo determina a retirada dos brasileiros por terra, utilizando uma estrada considerada de qualidade, que liga a Síria ao Líbano. A data para a execução do plano é deixada em aberto e vai depender do acirramento da crise e da ocorrência de episódios semelhantes ao ocorrido ontem.
O embaixador do Brasil na Síria, Edgard Cassiano, pediu ao Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, reforço da segurança na área ao redor da representação brasileira em Damasco, que fica na região de Eastern Villat, área nobre da capital síria.